Dia do Ortopedista: as diferentes áreas de atuação da ortopedia
Associada muitas vezes a fraturas, gesso e atendimentos de emergência, a Ortopedia e Traumatologia reúne uma área de atuação muito mais ampla. A especialidade acompanha problemas que afetam ossos, músculos, articulações, ligamentos e tendões e também participa da prevenção, do diagnóstico, do tratamento e da reabilitação de diferentes condições musculoesqueléticas.
O avanço da medicina, a prática esportiva e o envelhecimento da população ampliaram as demandas relacionadas à saúde musculoesquelética e contribuíram para o desenvolvimento de diferentes áreas de atuação dentro da ortopedia.
A formação do ortopedista no Brasil envolve a graduação em Medicina, seguida de residência médica em Ortopedia e Traumatologia. Depois da formação geral, o profissional pode buscar aperfeiçoamento em diferentes áreas, como cirurgia do joelho, coluna, ombro e cotovelo, quadril, mão, pé e tornozelo, ortopedia pediátrica, traumatologia esportiva e oncologia ortopédica.
1. Ortopedia geral e traumatologia
A ortopedia geral envolve o diagnóstico e o tratamento de diversas doenças e lesões do sistema musculoesquelético. Já a traumatologia está mais relacionada às lesões provocadas por acidentes, quedas e outros traumas, incluindo fraturas e luxações.
O atendimento pode ocorrer em consultórios, ambulatórios, hospitais e serviços de emergência, dependendo da condição apresentada pelo paciente.
2. Especialidades relacionadas às articulações
A complexidade do sistema musculoesquelético levou ao desenvolvimento de áreas dedicadas a regiões específicas do corpo, como joelho, quadril, ombro, coluna, mão, pé e tornozelo.
Entre os problemas tratados estão artrose, lesões ligamentares, tendinites, alterações degenerativas e diferentes tipos de lesões decorrentes de traumas ou atividades esportivas.
A Organização Mundial da Saúde estima que aproximadamente 1,71 bilhão de pessoas no mundo convivam com alguma condição musculoesquelética, sendo a dor lombar uma das principais causas de incapacidade.
3. Ortopedia pediátrica
A ortopedia pediátrica acompanha alterações musculoesqueléticas durante o crescimento. O profissional pode atuar em situações congênitas ou adquiridas, como pé torto congênito, displasia do desenvolvimento do quadril, alterações da marcha, deformidades dos membros e alguns casos de escoliose.
A avaliação durante a infância é importante porque o sistema musculoesquelético ainda está em desenvolvimento e algumas alterações podem ser acompanhadas ou tratadas antes de provocarem limitações maiores.
4. Ortopedia e traumatologia esportiva
A prática de esportes, tanto profissional quanto recreativa, também está relacionada à atuação do ortopedista. A área esportiva envolve prevenção, diagnóstico e tratamento de lesões musculares, ligamentares, ósseas e articulares.
O tratamento frequentemente envolve uma equipe multidisciplinar, com participação de fisioterapeutas, profissionais de educação física, médicos do esporte e outros especialistas, de acordo com as necessidades do paciente.
Além do tratamento da lesão, a reabilitação busca recuperar a função e possibilitar o retorno seguro às atividades.
5. Ortopedia oncológica
A ortopedia oncológica é voltada aos tumores que acometem ossos e tecidos relacionados ao sistema musculoesquelético, incluindo tumores ósseos primários e lesões metastáticas.
Um dos exemplos é o osteossarcoma, tumor ósseo maligno relativamente raro. O tratamento pode envolver cirurgia associada a outras modalidades terapêuticas, de acordo com o tipo e o estágio da doença.
Em determinados casos, a cirurgia busca retirar o tumor preservando, quando possível, a função do membro. O tratamento exige atuação integrada com equipes de oncologia, radiologia, patologia e reabilitação.
6. Ortopedia e envelhecimento
O envelhecimento da população também aumenta a importância da atenção às doenças musculoesqueléticas. Osteoartrite, osteoporose, perda de massa muscular e fraturas decorrentes de quedas estão entre os problemas que podem comprometer a mobilidade e a independência da pessoa idosa.
Nesse contexto, o cuidado pode envolver diferentes profissionais de saúde, como ortopedistas, geriatras, fisioterapeutas, fisiatras, nutricionistas e profissionais de educação física.
As quedas merecem atenção especial nessa população. Além das consequências físicas, uma fratura pode provocar perda de mobilidade, redução da autonomia e necessidade de cuidados prolongados.
Por isso, o tratamento do idoso com uma condição ortopédica não se limita à recuperação do osso ou da articulação. A avaliação da capacidade funcional, da força muscular, do equilíbrio, do risco de novas quedas e das condições clínicas do paciente também pode fazer parte do cuidado.
A atuação da ortopedia, portanto, acompanha diferentes momentos da vida: desde alterações presentes na infância até lesões esportivas, traumas, doenças degenerativas e condições relacionadas ao envelhecimento. A especialidade combina tratamento médico e cirúrgico com estratégias de reabilitação que têm como objetivo preservar ou recuperar a mobilidade e a funcionalidade.
Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS); Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT); literatura científica especializada. Informações sobre o Hospital Nipo-Brasileiro, declaração do médico citado e o I Simpósio Nipo-Brasileiro de Saúde e Atividade Física do Idoso: assessoria de imprensa do HNIPO.