Durante o mês de junho, o Brasil realiza a campanha Junho Violeta, voltada à conscientização sobre a violência contra a pessoa idosa. A mobilização integra um movimento internacional que tem como marco o dia 15 de junho, data reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A campanha busca chamar atenção para diferentes formas de violação de direitos, como negligência, abandono, violência física, psicológica, sexual, patrimonial e institucional, muitas vezes praticadas de forma silenciosa e dentro do próprio ambiente doméstico.
O tema se torna cada vez mais relevante diante do envelhecimento da população brasileira. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam o crescimento contínuo do número de pessoas com 60 anos ou mais no país, tendência que reforça a necessidade de políticas públicas específicas e de maior proteção social para essa faixa etária. Nesse contexto, a violência contra a pessoa idosa permanece como um desafio persistente, frequentemente subnotificado e de difícil enfrentamento.
Em anos recentes, registros do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania apontam que o Disque 100 recebe centenas de milhares de denúncias relacionadas a violações de direitos humanos, com uma parcela significativa envolvendo pessoas idosas. Especialistas da área de geriatria e gerontologia, como representantes da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, alertam que esses casos muitas vezes não se restringem a agressões físicas, mas incluem também formas sutis de violência, como a negligência de cuidados, a infantilização do idoso e a omissão no acesso à saúde e a serviços essenciais.
Segundo essas análises, a maioria das situações ocorre no ambiente familiar, o que contribui para o silêncio e a subnotificação dos casos, além de dificultar a denúncia. Nesse cenário, o enfrentamento da violência contra a pessoa idosa envolve não apenas a atuação do Estado, mas também a conscientização da sociedade, o fortalecimento das redes de proteção e a valorização do envelhecimento com dignidade. O objetivo central do Junho Violeta permanece sendo romper o silêncio, estimular a denúncia e reforçar que a pessoa idosa é sujeito de direitos, devendo ser respeitada e protegida em todas as esferas da vida social.
Fonte:Conteúdo adaptado de material informativo sobre o Junho Violeta (2025), com base em dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), IBGE, ONU e SBGG.